sexta-feira, 18 de maio de 2012

"Permitir"

  O que sabemos do amor??


  Amor, palavra tão frágil, curta e fácil.
  Mas tão cheia de significado, de expressão e de calor.
  Dita rápida, mas de difícil e lenta compreensão.
  Podemos mencioná-la, a todo e qualquer momento e, além disso, sem restrições.
  Mas não temos como decifrá-la e, às vezes, levamos meses, anos, para realmente entender o que possa significar.

Alguns conceitos de amor: "O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação. É tido por muitos como a maior de todas as conquistas do ser.

Conquista??? Esse seria o ápice do amor? Assim como na selva, ou na própria vida animal em que o macho deve diariamente conquistar a fêmea para obter seu fim maior: a satisfação. E que, aproveitam-se, dos dias de cio das fêmeas para acasalarem e assim, prosperarem a espécie, como um ciclo sem fim.
Seria essa mesmo a finalidade do amor?!?

Bem, tudo nos leva a crer que sim. O instinto animal existe desde os primórdios, desde que o mundo é mundo e, por esse meio, podemos perceber que o maior tesão da espécie (humana ou animal), sim, é ver o seu ato consumido. É ter a sua satisfação satisfeita, seu age alcançado e assim, poder desfrutar desse prazer único e desejado.

Porém, de outro lado, deparamo-nos com o conceito de Platão, com o qual, diz:


O amor é o DESEJO por algo que NÃO se possui.
A noção de amor é central no pensamento platônico. Em seus diálogos, Sócrates dizia que o amor era a única coisa que ele podia entender e falar com conhecimento de causa. Platão compara-o a uma caçada (comparação aplicada também ao ato de conhecer) e distinguia três tipos de amor: o amor terreno, do corpo; o amor da alma, celestial (que leva ao conhecimento e o produz); e outro que é a mistura dos dois.
A temática do amor é comum a quase todos os filósofos gregos, entendido como um princípio que governa a união dos elementos naturais e como princípio de relação entre os seres humanos.

Depois de Platão, entretanto, só os platônicos e os neoplatônicos consideraram o amor um conceito fundamental. Em Plutarco o amor é a aspiração daquilo que carece de forma (ou só a tem minimamente) às formas puras e, em última instância, à Forma Pura do Bem. Em "As Enéadas", Plotino trata do amor da alma à inteligência; e na sua Epistola ad Marcelam, Porfírio menciona os quatro princípios de Deus: a fé, a verdade, o amor e a esperança. No pensamento neoplatônico, o conceito de amor tem um significado fundamentalmente metafísico ou metafísico-religioso.

 É bom de sentir, é bom de distribuir, é bom de ter o AMOR. é bom, é ótimo e maravilhoso.
 Sensação indescritível. Ahhh! o amor, huuuummmmm....o SEXO!

Segundo alguns, a palavra amor pode ser entendida também como sexo, quando usada em expressões como "fazer amor", "make love", "hacer el amor", "faire l'amour".

 
 É...e eis que surge, o SEXO...porque, é aquela velha história - do amor brota o sexo; - mas a dúvida que não quer calar: do sexo, brota o amor??
Não nego..nunca tive essa última experiência, tão embora, sinto que a química do sexo pode construir não somente boas experiências, como também, um sentimento dócil e de bem querer, mas não sinto que, simplesmente o ato do sexo em si, possa vir a traduzir o AMOR.

Sinto que pode existir, sim, o nascimento do amor, após desfrutar de bom sexo. Porém, isso tudo, vem atrelado a tantas outras coisas que envolvidas em um complexo maior terminam por completar o que, podemos chamar de relacionamento "perfeito" e duradouro.
Essas coisas já referidas, seriam, entre tantas, a admiração pela pessoa, o cheiro, o tato, a troca de olhares (mesmo que, seja no escuro), a cumplicidade, a confiança, o respeito mútuo, o desejo constante, o carinho, a vergonha, a expectativa, a surpresa, as novidades, a afetuosidade e milhares de outros qualitativos que engrandecem e dão "corpo" à relação.


Então, baseando-se em um conceito mais real, o amor, para ocorrer, não importando os níveis - se social, afetivo, paternal ou maternal e, mesmo, fraternal , deve obrigatoriamente ser permitido. O que significa ser amor permitido?

Bem, de fato quase nunca pensa-se sobre isso porque passa tão despercebido que atribui-se a um comportamento natural do ser humano ou de outros seres vivos. Mas não, a permissão aqui referida toma-se por base um sentimento de reciprocidade capaz de dar início e alargar as relações de afetividade entre duas ou mais pessoas ou seres que estão em contato e que por ventura vêm a nutrir um sentimento de afeição ou amor entre si.

A permissão ocorre em um nível de aceitação natural, mental ou físico, no qual o ser dá abertura ao outro sem que sejam necessárias quaisquer obrigações ou atitudes demeritórias ou confusas de nenhuma das partes. A liberdade de amar, quando o sentimento preenche de alguma forma a alma e o corpo e não somente por alguns minutos, dias ou meses, mas por muitos anos, quiçá eternamente enquanto dure e mais, nas lembranças e memórias.

Compreendendo nesse viés, achei a resposta da pergunta sempre surgida nos relacionamentos: Por que você me ama? Porque você permitiu.
Essa frase remete ao mais simples mecanismo de reciprocidade e lealdade, se um pergunta ao outro a razão de seu sentimento de amor em direção a ele, a resposta só poderia ser essa.
A razão do sentimento de amor em direção à outra pessoa recaí na própria pessoa amada, que em seus gestos, palavras, pensamentos e ações conferiu permissão a que a outra pessoa ou ser - podendo até ser um animal de estimação - o dedicasse aquele sentimento de amor.

O amor pode ser entendido de diferentes formas, e tomado por certo conquanto é um sentimento, dessa forma é abstrato, sem forma, sem cor, sem tamanho ou textura. Mas é por si só: O sentimento em excelência; o que quer dizer que é o sentimento primário e inicial de todo e cada ser humano, animal ou qualquer outro ser dotado de sentimentos e capacidade de raciocínio natural.

Vivemos em uma era que carece de amor e necessita reconhecer esse sentimento em si e nos outros, não importando idade ou sexo. Embora, saibamos que o amor é vital para nossas vidas como o ar, e é notoriamente reconhecido que sem amor a criatura não sobrevive conquanto o amor equilibra e traz a paz de espírito quando é necessário, ainda existem muitos seres que não sabem AMAR, ou pelo menos, não sabem o que vem a ser, realmente o amor; mas, mesmo assim, insistem em viver, ou seria, quase - morrer???

Para esses, diria, plagiando Mário: Tão bom morrer de amor..e continuar vivendo!!







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